Flora
Uma flora madura e diversa que expressa a complexidade, a beleza e a riqueza botânica da Mata Atlântica da Espinita.

A vegetação natural da Espinita caracteriza-se como floresta ombrófila densa, a floresta das chuvas, em sua maior parte com características primárias com predomínio de espécies clímax a exemplo do Paratudo (Hortia brasiliana), Diamante-azul (Margaritaria nobilis), Oiti (Moquilea salzmannii), Conduru (Brossimum), Copaíba (Copaifera) e secundárias tardias como a Juerana (Parkia pendula) e a Landirana (Symphonia globulifera), com árvores emergentes que ultrapassam o dossel da floresta, a exemplo dos Embiruçus (Eriotheca) com suas raízes tabulares tipo sapopembas.

Nas matas secundárias estão espécies típicas como os Ingás (Inga sp.), Muricis (Byrsonima sericea), Muanzas (Stryphnodendron pulcherrimum), Sucupiras-mirim, Biribas (Eschweilera ovata), Pau-pombo (Tapirira sp.), Mundururus (Miconia sp.), Embaúbas (Cecropia sp.), Bacuparis (Garcinia sp.), Quaresmeiras, Pindaíbas, Murtas (Myrcia sylvatica), entre outras, que aparecem também na borda da floresta primária.

As palmeiras estão por toda parte, com destaque para as Juçaras (Euterpe edulis), cujos frutos são avidamente consumidos pela avifauna durante o inverno, o Buri (Allagopteracaudescens), que cresce ao longo dos cursos d’água, e a imponente Piaçava (Attaleafunifera) presente nas matas secundárias.

A floresta é toda ornada por uma grande diversidade de Lianas, Philodendros, Heliconias, Samabaias, Orquídeas e Bromélias de rara beleza. Há também formações de vegetação típica de áreas alagadas nos inúmeros brejos abertos e de interior da mata.

Até o momento, 230 espécies deplantas foram identificadas, principalmente por meio de coletas do Instituto de Biologia da UFBA, pelo uso de Plataformas de Ciência Cidadã e estudos da própria equipe da Reserva. Esses números, entretanto, ainda são considerados preliminares.

Acesse aqui a lista de espécies da flora já catalogadas na Reserva Espinita.